quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

Que Aline eu me tornei em 2009?

Tudo que passa no nosso caminho leva alguma coisa de nós e deixa um pouco também. Os anos chegam e trazem acontecimentos que marcarão de forma boa ou ruim as nossas vidas durante 12 meses. Quando eles vão embora, de certo não somos mais as mesmas pessoas que éramos quando eles chegam. Por isso, nas últimas horas do último dia do ano eu não vou fazer a retrospectiva dos acontecimentos. Eu vou fazer diferente e refletir quais mudanças os momentos deste ano fizeram na minha pessoa. Eu vou me perguntar e me responder que Aline eu me tornei em 2009?

Cheguei em 2009 querendo ser uma Aline mais paciente e mais calada. A Aline que ía só falar quando suas palavras pudessem melhorar o silêncio. Tinha também o objetivo de ser mais disciplinada. Consegui agir assim em muitos momentos...

Acredito que 60% do que me propus eu consegui realizar. É um saldo baixo ainda, mas já é um começo, já que este é o primeiro ano que eu vejo o comportamento dos meus indicadores.

Queria ser uma pessoa que mudasse defeitos pequenos como não andar mais descalça dentro de casa e neste momento, a Aline que escreve este texto está usando suas havaianas, as legítimas.

Em 2009 me tornei uma Aline mais focada. Queria também realizar metas grandes como levar meu irmão mais velho para conhecer o Rio de Janeiro e assistir o seu querido Flamengo no Maracanã. Planejei e ainda consegui levar mamãe e o irmão pequeno. Missão cumprida com recorde de audiência.

Falando em mamãe, no ano que se encerra hoje tornei-me uma Aline mais filha. Mais preocupada com os problemas dela e mais envolvida e afetada por eles. E por perceber que a dor dela era realmente grande, conclui que eu não devia me abalar tanto com as minhas dores pequenas. E me tornei mais positiva e menos dramática.

Meu plano para 2009 era me consertar. Era ao menos, fazer o exercício de me consertar. E tem uma coisa que eu realmente consertei, eu deixei de estar com quem, por mais que quisesse, não podia estar comigo por compromissos alheios. E este é realmente um dos grandes reparos que fiz em minha pessoa.

E exercendo a minha função de comunicadora. Sem dúvida eu fui a Aline do ano que mais se comunicou. Além do meu blog, fiz fama no meu Twitter. E de quebra tornei-me mais simpática com quem se atraía pela minha personalidade só por ler a minha liberdade de expressão.

Claro que não posso deixar de citar um grande acontecimento de 2009 que deixou mesmo muitas marcas. Depois de ver meu fluminense, eterno amor, escapar do rebaixamento no último jogo da última rodada do Campeonato Brasileiro acrescentou uma lição já absorvida por outrosanos "Só termina quando acaba", mas 2009 provou, que "enquanto não acabar ainda há chance". E eu me tornei mais esperançosa para as coisas que dizem que é impossível.

Passei a maior parte do ano sozinha, sem essas conquistas futeis de final de festa. E posso dizer que a solidão de muitos momentos de 2009 fez eu ter a certeza que eu sou uma boa companhia para mim mesma, mas que não há nada de mal estar com outra pessoa além de mim mesma. E me tornei mais receptiva a novas pessoas e o legal dessa mudança é ter ganhado pessoas que gostam de mim pelo que sou, já que em nenhum momento eu deixei de mostrar o meu lado birrentinha de ser.

Me tornei receptiva até a mim mesma. Me propus ao trabalho contínuo de me libertar das dores do passado, de assumir os assassinatos, de me perdoar e dormir sem os sentimentos de culpa e de me olhar pro espelho sem enxergar os meus complexos de inferioridade. E agora eu sou uma Aline mais livre, com o coração mais aberto. Auforriada do passado.

E quanto às dores, tornei-me uma Aline que teve certeza que a probabilidade de uma dor durar para sempre é pequena, mas se durar, não doerá o tempo todo. E eu tive esta certeza ao avistar meu pai e minha mãe sentados no mesmo sofá, conversando civilizadamente, enterrando o passado, as mágoas. Sem se atacar. Demorou 23 anos, mas 2009 me proporcionou esta visão.

Acredito que também tornei-me mais querida por muitas pessoas que eu nem imaginava me aproximar e vi isso quando realizei a minha última meta do ano, a de sair da Seplan. E quando concretizei esta decisão eu também vi que em 2009 eu me tornei uma Aline mais dedicida e mais corajosa.

O ano termina e eu vejo que sou hoje, graças a 2009, uma Aline mais sincera, mais autêntica, ainda orgulhosa, mais com um orgulho mais divido. Os acontecimentos ruins não vieram em vão, me deixaram mais perto de Deus, mesmo que eu ainda perceba que tenho que trilhar um longo caminho para estar realmente próxima dEle.

2009 leva muito de mim, pois eu o tenho como o ano do conserto. Mas como eu não me consertei e nunca me consertarei por total até o fim da minha vida, posso sempre estabelecer metas para os anos que virão e isso nos dá esperança. Esperança de que no ano que chega tenho ainda a chance de ser uma pessoa melhor.

E seria uma petulância da minha parte dizer que eu me tornei mais madura com a passagem de 2009 em minha vida depois de tantas infantilidades que eu cometi durante vários momentos. Acho que a maturidade leva um tempo para ser absorvida depois dos aprendizados. Mas com certeza, aprender, eu aprendi demais.

Deixo 2009 ir embora levando a minha gratidão por tudo que ele me tornou. Por tudo o que eu planejei e tudo que eu não planejei mas se concretizou. Todos os aprendizados que ele me deu, às vezes de graça, às vezes por um preço alto foram importantes porque pagando ou não, eu fui aluna.

Por fim, objetivamente respondendo a pergunta do título : Que Aline eu me tornei em 2009?
Respondo, sem titubear:

- Me tornei maior. Maior porque cresci!


Adeus 2009. Obrigada!










quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

Adeus Seplan!

É verdade. Hoje é meu último dia na Secretaria de Estado de Planejamento e Desenvolvimento Econômico, a minha queridíssima Seplan.

E a Seplan vai sempre levar de mim esse carinho.

Dela eu levo mais do que bons momentos. Eu levo aprendizado.

Cheguei aos 19 anos, bem menina.

Hoje, tenho 23 (ainda menina) mas com uma retoque que faz toda diferença.

A maior parte dos acontecimentos que deixaram marcas mais profundas e mais recentes em mim aconteceram quando eu tinha que acordar para trabalhar no dia seguinte.

E era justamente o dever de cumprir com a minha responsabilidade na Seplan que fazia eu ter forças para levantar.

Cheguei como uma estagiária. Consegui ser uma funcionária.

Antes eu era a menina do gabinete. Hoje, eu sou Aline Postigo (aquela que enviava o Clipping).

Quantas e quantas foram as vitórias profissionais, mesmo que ninguém me dissesse obrigada (normal), mas eu sabia que tinha conseguido.

E de todas as vitórias, nenhuma foi maior do que as amizades que eu fiz.

E mesmo que a minha experiência de estagiar no gabinete tenha sido proveitosa (reconheço), foi realmente na Assessoria de Comunicação que eu descobri que colegas de trabalho fazem toda a diferença.

E que diferença fizeram Vera e Pojucan na minha vida.

E se muito eu aprendi na Seplan, é claro que tendo a jornalista renomada e braba Vera Lúcia Pinto como chefa durante 3 anos eu só poderia mesmo aprender.

E não aprendi só a escrever melhor, aprendi que chefa pode desempenhar diversos papeis. Pode te dar um abraço na hora que você em prantos quer se matar porque mandou um e-mail errado para toda secretaria dizendo que “ponto eletrônico vigora, mas não agrada”.

E pode ouvir suas imaturidades e compartilhar um pouquinho da sua experiência com você, para que se você der sorte não cometa os mesmos erros.

Pode te esquecer nos eventos, mas sempre lhe lembra que o seu trabalho é muito importante. Pode, mesmo sendo uma pessoa meio desconfiada, trocar detalhes pessoais. E pode falar sempre bem de ti para as pessoas, por mais que ela conheça como ninguém os defeitos que você tem como profissional. E ainda ser uma das maiores responsáveis pela sua transformação de estagiária para contratada.

E usando de toda sua autoridade, pode te intimar para happy hours e almoços e te fazer rir horas com suas histórias de jornalistas ou sempre te culpar por perder os lápis que ela mesma não sabe onde colocou. Ou cometer a audácia de trocar o A pelo E e te chamar de Eline.

Ainda sendo chefa, ela pode ser muito mais que isso, e surpreendentemente ser sua amiga e uma pessoa que marcará a sua vida. SEMPRE.

E como fui muito sortuda, de graça, ganhei o Pojucan, que com seu talento tão carinhoso faz do meu nome lindas rimas em aniversários e festas de despedidas.

Que me recebeu de mente e braços abertos, eu que vim cheia das novas tecnologias e novos procedimentos de clippings para mudar a rotina do seu trabalho.

Ele que aguenta meu mau-humor matinal e meus palavrões quando o computador insiste em não funcionar.

Amigo que, com sua experiência de anos de governo, me deu conselhos de como traçar caminhos com mais política que serão muito necessários para meus novos desafios.

Ele, artista, que me grava cd's personalizados sempre com meu nome estampado e elogia meus trabalhos de aprendiz de designer.

E que fez uma face inesquecível quando eu anunciei a minha partida, demonstrando com transparência que iria sentir a minha falta, mesmo sendo eu, dele, tão diferente. Provando que as diferenças nada impedem a construção de uma amizade.

E já que é pra falar de amiga, não posso deixar de citar a Karen, parceira de fotografias, que foi fundamental para muitos dias que eu não aguentava mais nem a mim mesma, que dirá a Seplan.

Mas era só ouvir o seu tradicional “poxa mana, não fica assim não “ combinado com seu abraço carinhoso que a situação melhorava um pouquinho mais.

Citaria ainda muitas pessoas das quais eu levo um carinho, como o da Juliana que chega agora na Asscom, não pensem que para ficar no meu lugar ( meu lugar é só meu) mas para deixar sua marca, autêntica e competente, e com um toque que eu nunca tive, o de doçura. Para ela, o meu boa sorte cheio de energias.

E encerrando a sessão de créditos. Como que eu poderia deixar de mencionar que foi justamente na Seplan que eu descobri que a estatística pode ser apaixonante. E que indicadores podem te fazer muito feliz, mesmo que só por um curto período de tempo. Aos amigos do Departamento de Estudos, Pesquisas e Informações que sabem do que eu estou falando, o meu sincero carinho.

Confesso que não é fácil deixar tanta estabilidade. Que medo eu sinto do que me aguarda. De enfrentar o novo sem conhece-lo. E mais do que o novo, é o desconhecido.

Que medo mesmo! Terei que construir novos laços, pedaço a pedaço.

Mas, simultaneamente, levo comigo a confiança e aprendizado que essas pessoas que conviveram comigo ao longo de três anos me passaram. Levo comigo toda a positividade e sorte que elas me desejam.

É lógico que nem todos devem sentir por mim essa afeição, mas fico contente com o número substancial de pessoas que por demonstram sentir algum tipo de sentimento bom.

Posso dizer com a sinceridade que Deus me deu, que nenhum dos lados (os que gostam e os que não gostam) passaram na minha vida sem deixar alguma coisa.

Sejam aqueles que me conheceram desde que eu entrei ou sejam aqueles que recentemente se identificaram comigo lendo meus desabafos no meu blog.

Sejam aqueles que gostaram de mim “de cara” ou que demoraram um pouquinho para perceber que por trás deste jeito antipático de ser, existe uma pessoa bastante comunicativa.

Todos me acrescentaram, não só como profissional, mas como ser humano.

E se eu pudesse reduzir todo este texto em uma palavra, ela seria, para todos, sem nenhuma exceção:

OBRIGADA!

A minha gratidão a todos vocês que indo ou não com a minha cara deixaram em mim marcas que se um dia se transformarão em maturidade. Que se transformarão em crescimento.

Isso é o que vale a pena!

Mesmo apavorada, porque o desconhecido assusta, eu saio confiante de que tomei a decisão certa. Que para “cada escolha, uma renúncia”. Que “ só termina quando acaba”. E este ciclo agora acabou para dar início a um novo.

Por Fim, ressalto que hoje deixo para trás apenas uma das muitas passagens profissionais que terei na vida, mas carrego dentro do meu coração o que realmente move o mundo.

Carrego as pessoas!


Sinceramente, muito obrigada!


Aline Postigo.


terça-feira, 29 de dezembro de 2009

Eu sei como você sente...

"Eu sei como é se sentir extremamente pequena e insignificante.
E como isso dói em lugares que você nem sabia que tinha em você.
E não importa quantos cortes de cabelo, quantas academias você frequenta, ou quantas garrafas você toma com suas amigas.
Você continua indo para a cama todas as noites, repassando todos os detalhes e se perguntando o que fez de errado. Ou como pode ter entendido errado.
Ou como por aquele momento pensou que era feliz?
Até se convence que uma hora ele vai perceber e baterá na sua porta.
E depois de tudo, ainda que essa situação tenha durado muito tempo...
você vai para um lugar novo e conhece pessoas que te fazem se sentir útil de novo e vai recompondo sua alma, pedaço a pedaço.
E toda aquela confusão, os anos desperdiçados da sua vida começam a desaparecer."


Trecho do filme "O Amor não tira férias".
Iris (Kate Winslet) dizendo para Miles (Jack Black) que sabe como ele se sente após ter sido trocado por sua namorada.

domingo, 27 de dezembro de 2009

O que é meu volta...

Estava lendo um livro que contava a história de um marido que volta para a esposa que ele deixou para ficar com outra. E isso me fez pensar. Apesar de levar comigo o mantra “o que é meu volta, se não voltar é porque nunca me pertenceu”, nunca voltei para nenhum dos que passaram na minha vida. Nem para os que voltaram...

E é engraçado essa história de eu não voltar para ninguém, apesar de passar bom tempo desejando que eles voltem. Não tem nada a ver com sentimentos bons, tem haver com meu ego mesmo. E como eu ouvi hoje do namorado da minha prima “teu ego é maior até que teu orgulho” ( e olha que meu orgulho é bem grande).

Desejo mesmo, quando eles partem, sempre partindo meu coração, que eles voltem. Não que eu tenha a mínima vontade de reatar romanticamente com eles depois do que me fizeram, mas simplesmente porque eles merecem perceber a burrada que fizeram. Porque EU mereço sentir o gosto de vê-los admitir isso quando decidem voltar. Coisas do meu EGO extremamente vaidoso.

E toda essa história de volta ou não volta me fez pensar nos que voltaram e eu quis só por uma noite apenas para ter o imenso prazer de vê-los ligando no outro dia achando que tinham me tido de volta e eu tendo o prazer inenarrável de recusá-los. Lembrei também dos que voltaram e o meu desprezo era tanto que eu não os quis nem para engordar um pouco a minha vaidade. Mas, principalmente, essa história toda me fez pensar nos que eu quis/quero que voltem e nunca voltaram...

E sinceramente, eu voltaria para dois homens que passaram pela minha vida (é até um número substancial). Nenhum deles foi embora da minha vida sem partir meu coração e isso eles tem em comum com muitos dos que passaram por ela, mas a diferença deles para os inúmeros demais é que o saldo positivo de suas passagens por mim é substanciavelmente maior do que o saldo negativo.

Esses homens são homens que eu realmente tenho saudade. Saudade do que aprendi com eles e com a ausência deles. Saudade dos carinhos e das coisas de namoradinhos que vivem os apaixonados. Uma saudade sem dor, uma saudade que não traz lágrimas aos olhos, uma saudade que conforta o coração.

Para eles, eu voltaria. Voltaria sem joguinhos. Voltaria no primeiro pedido de “volta pra mim”, apesar de eu crer que que eles jamais pronunciariam esse tipo de coisa clichê. Não seriam eles. São os dois tão inteligentes e profundos... Provavelmente apenas entrariam novamente em minha vida, me convidariam para sair/jantar/tomar um sorvete/passear e me seduziriam, para logo depois, quando já desarmada estivesse, me conquistarem novamente. E isso seria eles. E é por isso que eu os admiro.

E talvez, justamente, por serem os únicos que eu pensaria em voltar e os que despertam em mim a saudade sem mágoas e esta admiração inigualável, que são eles, os dois, os únicos que eu realmente não acredito que voltarão para mim. Para todos os outros os meu ego diz que há chances. Para eles, não.

O que é meu volta, se não voltar é porque nunca me pertenceu. Vou continuar a me conformar com isso, mas nestes dois casos, acho que fui (e ainda sou um pouco) mais deles do eles foram meus. Voltaria, então, para os dois. Voltaria para os dois até ao mesmo tempo. E se vida me desse a oportunidade de escolher entre voltar para um ou para outro, nunca conseguiria escolher. Preferiria voltar para nenhum.

quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

Minha carta para o Papai Noel

Querido Papai Noel,

Bem clichê chamá-lo por este vocativo, poderia imitar o cartão da Seplan e chamá-lo de "Prezado Noel", ou tentar uma intimidade maior e usar um " Noelzinho " misturado a qualquer outra expressão carinhosa, mas prefiro adotar mesmo o convencional. É mais respeitoso de minha parte.

Esta carta está super em cima da hora, portanto de forma alguma eu lhe acusarei se eu não for atendida, ou for atendida com um certo atraso. E me desculpe, desde já, por estar enrolando tanto. Todos esses parágrafos que não levam a lugar nenhum são, na verdade, porque não sei muito bem o que pedir.

De fato, talvez eu acredite mesmo que mereça uma coisa bem legal, porque pode até ser vaidade minha, mas eu penso que fui uma boa menina este ano. Será que fui? Isso pode ser só uma impressão. Se puderes me mandar os indicadores de desempenho anexos ao pedido, agradeço.

Em primeiro lugar, querido Noel, gostaria de agradecer pelo presente do ano passado. Me deste uma caixinha cheia de atitudes que me proporcionaram realizar todas as coisas que propus. Muito obrigada mesmo. Foi um presente em tanto! Não foi fácil desatar o laço que fizeste naquele embrulho bonito, mas sem dúvidas, valeu a pena todo o esforço pelo conteúdo. Mas vamos parar de enrolar e tentar encontrar um pedido para este ano.

Como sabes, depois dessa última decepção com um homem quase da sua idade, pensei em pedir um "amor", um amor sem aspas, na verdade. Me refiro a um romance desses que você é correspondida e pode apresentar à família no Natal e fazer planos para o Natal seguinte. Desses que minhas amigas ganham todos os anos. Porém, mesmo que me faça falta, acho que não será isso que vou realmente pedir do senhor não.

Como pudeste ver, eu deixei a Seplan. E só consegui isso graças aos pacotinhos de determinação, paciência e esperaça que me deste ano passado (obrigada novamente). Mas eu preciso de um novo lugar para trabalhar. E me amedronta saber que eu não tenho para onde ir (ainda). E é isto o que eu realmente lhe peço nesta cartinha.

Peço não que me dê de mão beijada um emprego novo, mas que coloque na caixa deste ano os ingredientes necessários para que eu consiga empregar-me em um local que atenda aos requisitos que me fizeram deixar a Seplan.

Espero, sinceramente, que eu tenha sido uma moça que lhe tenha dado orgulho a ponto de atenderes meu pedido. Sabes como sempre é doloroso abdicar do caminho do coração pelo da razão, mas esta foi a minha escolha há muito tempo.

Confio nas suas decisões. Sei que saberá o que enviar na minha caixinha deste ano. Pode deixar que eu dou um jeito de encontrar a receita para usar os ingredientes na medida certa (pedir a receita já seria demais). Não prometo acertar de primeira, mas prometo errar sempre tentando fazer da maneira que acredito que aprovarias.

Gostaria, não abusando da sua boa vontade, que pudesses também atender ao pedido de minha mãe neste Natal, para fazê-la um pouco mais esperançosa. Não faço a mínima ideia do que ela pediu, mas sei que sabes usar o seu bom-senso e não dará nenhum objeto cortante ou inapropriado para idade dela.

Por fim, querido Papai Noel, quero lhe dizer que isso não é um post bobo cheio de ironia com a sua imagem. Eu realmente acredito que existas e realmente acredito que podes me atender. E usarei o pouco da paciência que me sobra da caixinha do ano passado para esperar pela realização do meu pedido ao tempo que acreditas ser o necessário para mim.

Muito obrigada, desde já. Muito mesmo.

Da sua boa (quase sempre) menina,

Aline Postigo.



Feliz Natal!

Feliz Natal!

E o que eu realmente mais desejo para mim e para todos ao escrever este texto é que a parte do "Feliz" se perpetue neste Natal e em todos os outros momentos.

Se parecer para você que o momento é meio triste por qualquer motivo que seja, use a tática que eu estou usando agora, pense em coisas mais tristes que as suas.

Pode parecer extremamente mórbido pensar em coisas piores, mas ao fazer esta comparação você certamente verá que poderia ser pior. Não pense em quantas pessoas estão mais felizes que você, pense em quantas pessoas estão mais infelizes que você.

E quando você se deparar que talvez não esteja assim em uma situação tão ruim, certamente um alívio tomará conta de você. É natural. Se apegue a este alívio durante toda a noite, alimente-o até ele se tornar, ao menos, uma sensação de conforto.

Confortável estando, agradeça. Agradeça com muita intensidade por qualquer pedacinho bom do seu Natal, por menor que ele seja. Não há certamente como você sentir a dor do mundo, mas mesmo olhando de fora, dá pra perceber que você está em situação mais privilegiada que muita gente por aí. Se sinta grato por isso.

Depois de agradecer, tenha esperança. Tenha a esperança de Natais melhores para você e também para aqueles com os quais você comparou o seu Natal. Acredite que ano que vem será menos dolorido, será do jeito que você queria que fosse agora.

E então, depois de todo este exercício, preencha seu coração com toda verdade e bons sentimentos que você conhece, com toda força e amor, com toda solidariedade e fé de dias melhores. Por fim, preenchido pelo o que realmente faz o Natal existir, deseje a si mesmo, pois também somos merecedores, um Feliz Natal.

segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

2009, o ano do conserto

Começou a época dos balanços. O que fiz em 2009? O que não fiz? Por isso, deixo o texto que escrevi no ínicio do ano. Precisei relê-lo para compor o meu saldo positivo/negativo do ano que termina e criar as minhas expectativas para o ano que se inicia. Breve, descreverei-as aqui. Segue o texto:


Todo mundo tem coisas que não gosta em si. Mas quanto tempo nós desperdiçamos para mudar aquilo que não nos agrada?

Este ano eu resolvi me consertar. Resolvi parar de ouvir coisas que eu ouvi a vida inteira e me chatiei por ouví-las, mas nunca fiz um mínimo esforço para mudar.
Bagunceira, impaciente, preguiçosa... estas são só umas das coisas que geraram inúmeras reclamações e aborrecimentos para mim e para os outros e que eu nunca fiz nenhum tipo de auto-avaliação para que elas fossem contornadas.
Mas o grande fator da mudança, ou da tentativa de mudança (sim, eu posso não conseguir), não é o fato das pessoas reclamarem, são os grandes prejúizos que isso causava a mim mesma, que me deixavam descontentes.
Engraçado né? Quando vivemos em convivência, comumente dizemos pro outro "Você tem que mudar! " e até nos propomos a ajudar a mudança, até forçamos a barra algumas vezes. Mas quando é conosco, aí não temos nem um pingo de vontade.
Caimos no conformismo de dizer " Eu sou assim e pronto " " Não vou mudar, se quiser gostar de mim vai ser assim ". Mas o que não muda nesta vida? Pedra? Olha, até pedra muda, com a erosão do tempo, ela pode virar areia.
Não estou aqui dizendo que os exercícios que eu estou fazendo pra mudança são faceis não. Eles são imensamente cansativos, sufocantes, mas são necessários. Porque o ser humano precisa buscar o aperfeiçoamento e eu quero aqui que vocês entendam bem a diferença em buscar o aperfeiçoamento e buscar a perfeição.
Perfeita? É uma coisa que eu não vou ser e sinceramente não quero mesmo. A perfeição é chata e não ensina. Os erros ensinam, os erros desencadeam a mudança.
Eu assumi um compromisso, que não é com vc leitor, não é com quem reclamou de mim ou por eles. É um compromisso comigo, um desafio de superação.
Porque vai ser uma grande vitória eu conseguir vencer a mim mesma.
Não há nada de errado em tentar se consertar, quando eu penso como é mais fácil se eu deixar tudo isto pra lá e continuar do jeito que eu sou, me dá até um alívio, mas aí eu lembro das horas que passei procurando uma coisa que não sabia onde estava, das oportunidades que perdi e estes são só alguns relatos relacionados aos defeitos que citei acima, e aqueles defeitos são os mais inexpressivos na minha tentativa de conserto.
Já que o ano acabou de começar (e por aqui dizem que só começa depois do carnaval mesmo), faça uma avaliação do seu eu (a auto-observação já será um grande passo).
Se pergunte:
- Se eu tivesse uma borracha, o que eu apagaria e escreveria com uma letra mais bonita?
e se a metáfora estiver difícil de se interpretar, seja nu e cru consigo mesmo:
- O que faria de mim uma pessoa melhor?

sábado, 19 de dezembro de 2009

formspring.me

O que vc quer saber? Aline responde http://formspring.me/alinepostigo

Não mexa na ferida

Nos últimos finais de semana passei por umas das coisas mais desagradáveis para uma mulher (ao menos eu acho que nas mulheres doem mais, se leonina, como eu, então). Tive eu o desprazer de ser preterida por outra, por outra mulher.

Então, de imediato, para conter o choque, me apeguei àquelas coisas que as amigas diriam: "você é mais bonita" "ele é um babaca" "ela é sem sal" "sou mais você". E sei lá, não sei se é o meu jeito meio homem de pensar, mas essas coisas não me convencem muito.

Sinceramente, acho até extremamente pior, se eu sou mais bonita, mais legal, mais temperada, porque mesmo que ele preferiu ela? Ah claro, porque ele é um babaca. Isso eu realmente tenho que concordar.

Sou extremamente adepta do que os olhos não veem o coração não sente. Se me avisassem que teria que expor meus lindos olhos "oblíquos e dissimulados" a uma situação desconfortável dessas, trocaria fácil de destino. E ainda tive que viver esse infeliz acaso dois finais de semana seguidos.

E não me venham com a história que tem que encarar com a cabeça erguida. Ah, não sou assim não. Se me incomoda, não olho, desvio o olhar, vou embora da festa ou sento longe. Porque ficar olhando o casal é o mesmo que ficar colocando o dedo em um ferimento ainda não sarado (quase, mas ainda não). Não curto o estilo sadomazo de ser.

Uma vez adotada esta postura eu não tenho os motivos de mulher para confortar o meu ego. Mas também não tenho motivos para perturbar a minha cabeça. Da mesma forma que não reparei se ela era uma baranga (apesar de terem me dito isto), também não sei se eles estavam felizes.

Usufruindo do lema da publicidade "quem não é visto, não é lembrado", para esquecer disto não pensarei mais neste assunto, não contarei às minhas amigas e não lerei mais este post. Quanto mais se fala num assunto que dói, mais chance se tem de reviver as sensações incomodas da situação. Não cutuque a ferida, o dedo sujo pode causar inflamação.

Pelas minhas próprias mãos não colocarei o dedo no meu dodói e evitarei, ao máximo, que ele seja inflamado por qualquer outro motivo. Ainda mais agora, tão perto de sarar de vez. Breve, isso será ridiculamente esquecido por completo. Meu ferimento não deixará nem cicatriz.

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Cara & Coroa

Todo mundo fica por aí dizendo que a Vida é uma novela. Mas nas novelas, geralmente, os papeis são muito bem definidos. Na Vida, as definições já não são tão definidas assim, pleonasticamente usando as figuras de linguagem.

Existem os mocinhos e existem os vilões. Os que passam a novela sofrendo e os que passam aprontando. Mas na novela da Vida assumimos os dois lados da moeda. Trocamos de papeis quase que constantemente e muitas vezes chegamos até a assumir essas faces em simultaneidade.

Drumond especificou o nosso papel de cara e coroa muito bem em seu poema Quadrilha "João amava Teresa que amava Raimundo que amava Maria que amava Joaquim que amava Lili". Quanto João sofreu por Teresa? Quanto Lili, ela que não amava ninguém, fez Joaquim sofrer?

Lembro bem ainda de todos que fizeram sofrer (gostaria de aproveitar e mandá-los a merda neste momento). Mas de certo esqueci da dor que causei em muitos daqueles que quiseram estar ao meu lado e rejeitei (gostaria de dizer também que não tive más intenções).

É mais fácil ser vítima. O texto é mais fácil de decorar. Ainda me lembro de ter que pensar em quais doces eufemismos usaria para traduzir o "eu não gosto de você" para os que me gostaram (se é que dá para ser doce quando se vai dizer uma coisa dessas).

E, sinceramente, seja qual expressão for, seja você bem direto ou mais político, a rejeição é sempre dolorosa. Eu sei bem, vivi muitas vezes. Mas é bom mesmo que passemos por esses dois lados da moeda. Justamente por sabermos a dor de ser preterido, temos a chance de sermos mais respeitosos com quem nos devota algum afeto e não é correspondido (mas isso é uma escolha pessoal, não uma regra).

E assim a vida segue, enquanto derramamos um pequeno copo de lágrimas (no meu caso, um garrafão) por uns aí, também nos tornamos algozes do pranto alheio. Não é culpa de ninguém. Nem do que sofre, nem do que faz sofrer. Somos mesmo uma moeda na mão da Vida. Ora ela nos joga e nos faz cara, ora nos faz coroa e às vezes nos faz os dois ao mesmo tempo. A única certeza é que ela sempre nos joga.


QUADRILHA

João amava Teresa que amava Raimundo
que amava Maria que amava Joaquim que amava Lili
que não amava ninguém.
João foi para os Estados Unidos, Teresa para o convento,
Raimundo morreu de desastre, Maria ficou para tia,
Joaquim suicidou-se e Lili casou com J. Pinto Fernandes
que não tinha entrado na história.

Carlos Drummond de Andrade


domingo, 13 de dezembro de 2009

O antipaixonal

Acho que essa história de amor é a maior furada que existe na face da terra. Talvez seja tudo uma grande conspiração da natureza para que nós, humanos, não nos matemos uns aos outros antes de 2012. Nem sei se isso é realmente tá funcionando porque é só reparar por aí, a violência só aumenta.

Enfim, esse texto não é um texto político, nem religioso para falar da ausência de amor ao próximo no planeta terra. Esse texto é pra falar dos meus hormônios. É, isso mesmo, dos meus terríveis hormônios. Todos esses sentimentos, essas crises de choro, essas saudades, essas dores que as pessoas dizem que é de "amor", na verdade, são só hormônios em ação.

Você se diz apaixonado pelo outro e sente o coração bater mais forte e pensa que são sinais atmosféricos conspirando para a sua felicidade. Patetice sua. É a dopamina, um hormônio neurotransmissor que causa o vício em jogos, drogas, alcool, sexo e naquela pessoa que a primeira vista te parece a perfeição.

Aliás, você só está achando ele perfeito por causa da ocitocina, um hormônio que ajuda as pessoas a ficarem juntas por algum tempo. Acreditem só, nós mulheres, produzimos ocitocina quando estamos amamentando, justo na hora que mais nos sentimos ligadas aos nossos filhos. Interessante não?

Essa fisiologia da paixão é mesmo uma conspiração. Você fica aqui acreditando que foram feitos um para o outro enquanto seus hormônios estão trabalhando para que biologicamente a raça humana se perpetue na terra.

A dopamina é um hormônio da pesada, parente da adrenalina (essa vocês conhecem), faz com que o sexo com o parceiro seja maravilhoso e se causa vício, você acaba querendo repetir diversas vezes. Esse hormônio mau elemento, se junta com a ocitocina, um hormônio bonzinho, que causa a vontade de fazer carinho, o afeto, aquela abraço maravilhoso.

E falando em abraço. Sabe porque que quando estamos apaixonados sentimos vontade de abraçar nosso parceiro depois do sexo, porque a produção de ocitocina aumenta 400% depois do orgasmo. Os cientistas o chamam aí de hormônio do amor, mas pela lógica deveria se chamar hormônio da recompensa. "Se não me fizer gozar, querido, nada de abraço. Direto pro banho".

O revoltante de tudo isso não é o poder que esses hormônios têm sobre você. É o fato de não existir nenhuma pilulazinha pra segurar o estrago que esses marginais fazem na gente, principalmente quando a dopamina e ocitocina do seu parceiro deixaram de existir por você e as suas não deixaram de existir por ele e a lembrança do abraço dele depois do sexo maravilhoso ainda está tão presente na sua mente.

É simples o meu raciocínio. A gravidez também não é causada por uma descarga de hormônios? A progesterona e o estrogênio. E para que se evite fazer neném existem os anticoncepcionais. Então, queridos cientistas, me ajudem a não ficar que nem uma idiota sofrendo por esses babacas que os meus hormônios insistem em me fazer querer. Encontrem logo a fórmula do amor e espalhem pelo mundo um poderoso remédio para dor de cotovelo: o antipaixonal.

Meu coração agradece!


"ainda encontro a fórmula do amor. Ainda encontro, a fórmula, a fórmula do amor"



Pra ver se para de doer...

Eu preciso escrever. Ao menos pra ver se para de doer. Se você é daqueles leitores acostumado a me ver sempre com uma palavra de volta por cima, pare de ler isso agora mesmo. Eu não quero dar a volta por cima, não quero ter uma palavra otimista agora. Eu quero atravessar o Rio Negro nadando, mas não quero sentir isso que estou sentindo.

Eu tava sozinha, no meu canto, seguindo a minha vida, aí vem alguém, do nada, bagunça tudo e depois me joga fora? O que eu fiz pra merecer que essas pessoas apareçam na minha vida só pra me machucar. Não é só isso. É mais. Eles apenas simplesmente não deixam de me querer, o que é totalmente de direito deles. Eles sentem a vontade absurda de me pisarem quando as coisas terminam.

E assim que eu me sinto agora, p.i.s.a.d.a. Totalmente pisada. Me sinto mais que isso, me sinto uma idiota também de acreditar. De sempre acreditar. De ter tido a chance de sair e ter ficado por acreditar que para mim ainda existe uma chance de encontrar uma pessoa que não vá fazer comigo o que todos os outros fizeram.

Mas não existe chance nenhuma. Não existe...Devo mesmo estar pagando por alguma coisa de má que fiz com os que eu não amei. Só que eu não me lembro de ter sido tão cafajeste com eles como estão sendo comigo. Não lembro mesmo.

Tenho um grande problema, sempre espero que as pessoas me respeitem do jeito que eu as respeito e por isso eu vou quebrando a cara. Por isso eu desperdiço a minha manhã de domingo chorando deste jeito inconsolável.

E não pensem que este meu choro tolo é por eles, que nem merecem as minhas lágrimas. Meu choro é por mim, por por perceber que essas coisas de amar e ser amada não é pra todo mundo. Cansei de esperar a tal da chance, cansei mesmo de ter esperança. Sozinha eu não sou feliz, mas ao menos não tenho que passar por essas humilhações. Desisto!

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

Insônia

Sono infame que insiste em me abandonar.
Minha insônia tem teu nome.
A saudade vem me ninar.
O sono, assim como você, partiu.
Deixou de lado o travesseiro abandonado, o lugar vazio.
Não sono, não vou te convidar.
Qualquer noite há de voltar.
E eu que quis contigo sonhar,
vou preferir acordar.


redigido às 01h30. 10/12/2009

Sofrimento

Que horas marca o tempo?
Quanto tempo ainda dura este tormento?
Só. Só ferimento.
Sofrimento.

redigido às 01h10. 10/12/2009

Minhas rimas

As rimas desta folha são para você.
Não que eu acredite que um dia você possa ler.

Me desculpe se minhas rimas só combinam.
Elas são tolas, mas aliviam as dores que me assassinam.

O sofrimento é só meu, é claro.
Eu rimo com lembranças do passado.

Talvez, um dia eu pare de rimar.
Ou elas apenas mudem de par.

Mas se você resolver com minhas rimas rimar.
Deixo os versos tristes e volto a cantar.


redigido às 01h08. 10/12/2009

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

VENCE O FLUMINENSE!

98% de chance de ser rebaixado. Esta era a percentagem dada pelos matemáticos do futebol para o rebaixamento do Fluminense. E mesmo que fosse bem dificil de acreditar, ainda existiam os 2%.

E foi agarrado aos 2%, jogo a jogo,
gol a gol, garra a garra que o Fluminense se mostrou o time mais heróico de todo o Campeonato Brasileiro de 2009.

Aqui, junto com muitos torcedores do Brasil, também agarrei-me as percentagens que cresciam a cada vitória, a cada demonstração de profissionalismo dos jogadores, a cada grito de gol que o torcedor tricolor explodia na garganta.

Quem acreditou quando contrataram o Cuca? Quem acreditou que seria possível não perder 11 jogos?
Quem disse que milagres não acontecem?
Que fé não removeria montanhas?


Eu sou fluminense, e podem dizer que sou fanática, que sou doente, mas a palavra para o que eu sinto por este
time é única: p.a.i.x.ã.o.
Apaixonadamente Fluminense
Football Clube.
Foi com este time de cores tão coloridas e vibrantes que eu aprendi que tudo na vida, não só no futebol e não só nos jogos do Flu, só termina quando acaba.
Neste Brasileirão tão emocionante, o meu querido "nense" só mostrou o quanto isto é verdade. Não há matemática que prove, não há pessimismo que derrote a força de vontade.

Fomos o último jogo a ser decidido. Fomos sofrendo até o último minuto. Levamos pedradas na Sul- Americana, fomos derrotados no nosso palco, mas ainda assim ficamos de pé para honrar as três cores que traduzem tradição.

Já diz o próprio hino "quem espera, sempre alcança" e se era preciso esperar até o último minuto do último jogo, até ouvir o último apito para poder, enfim, darmos o grito mais aliviado deste campeonato, nós, os
tricolores dos 2%, esperamos. Gritamos!

Não importa o quanto desacreditado foi o nosso
time, o que importa é o quanto cada tricolor de verdade acreditou. Jogadores, Comissão técnica, dirigentes e a fiel torcida, fomos juntos um elenco, unidos forte pelo esporte com a paz, a esperança e o vigor.

A alegria que eu senti ontem foi única, foi pra consolidar de vez esta paixão no meu peito, foi pra sentir orgulho de um time que não baixa a cabeça, de uma torcida que não abandona os seus.

Hoje, os mesmos que desdenharam, são os mesmos que nos admiram. Provamos pro Brasil que somos, sim, um clube retumbante de glórias e vitórias mil.

A vida não é matemática exata. A vida é só probabilidade. E 2% podem ser sim tão prováveis quanto os 98. E se só termina quando acaba, tudo tem chance até acabar.

Com a permanência do meu amado Fluminense na série A do Campeonato Brasileiro, podemos todos, por fim, olhar pro céu, agradecer e soltar o grito preso durante todo o campeonato: VENCE O FLUMINENSE!


"POR ISSO QUE EU CANTO, EU VISTO ESSE MANTO, ORGULHO DE SER TRICOLOR Ô Ô Ô"

terça-feira, 24 de novembro de 2009

"Eu tô sofrendo"

Então, a frase do mês para quem conviveu comigo foi "eu tô sofrendo". Infelizmente, ninguém que me conheça superficialmente conseguiu acreditar nisto. A frase, sempre dita em momentos em que eu estava rindo bastante, super animada, parecia mais uma das minhas diversas gozações do que uma verdade da fase que eu estava vivendo.

Pensando, percebi o quanto as coisas mudam de acordo com o tempo, como nossas reações são diferentes quando as decepções já não são mais novidade. Estaria eu em outro lugar que não fosse na minha cama chorando na primeira vez que sofri amorosamente? Impossível. Lembro bem.

Fiz tudo aquilo que faz as pessoas que não reagem: me isolei, fiquei sem fome, telefonei, me desesperei e chorei tanta água quanto da cheia de 2009 no Amazonas. Que bom sabe, porque aí eu aprendi que toda aquela dor (muito parecida com esta) passa.

Então, com qual finalidade eu me isolaria novamente na escuridão do meu sofrimento? Por isso, nada de dramas inconsoláveis. Nada de menina do coração partido. Hoje em dia, posso estar tristinha como for, que me levanto da cama. Nem que seja pra encontrar os meus amigos e durante um momento de muitas gargalhas dizer o meu famoso "eu tô sofrendo" e ninguém acreditar, mesmo que eu esteja, de verdade.

Claro que com todo este discurso parece que sou a toda poderosa que controla o sofrimento. Quem me dera. Como humana e por realmente ter sentido a separação,
tive meus dias de dor (e que dor). Aliás, engraçado como essas dores, que não são físicas, podem doer tanto, como se estivessem perfurando a sua pele.

Mas o legal de amadurecer é perceber que isto é só uma fase. Que a dor não vai ser eterna e que tampouco vai ser a última (mas espero que a próxima demore um bocado). E que se o primeiro momento "tô sofrendo" acabou, esse que eu nem sei mais em qual número está, logo acabará.

É bom se permitir uma noite (e só uma) pra chorar tudo de uma vez pra ver se essa mistura de sentimentos dolorosos vão embora junto com as lágrimas. Não é bom se reprimir. Mas o mais legal mesmo de crescer é que depois de uma noite de cão, acordamos com uma certeza que a primeira dor não nos dava: vai passar!


"Essa abstinência uma hora vai passar"

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

Indulto de Amor

Eu nem imagino como seja a sensação de um detento que está há anos na prisão tendo o seu primeiro indulto de liberdade. Indulto sabe? Um ato de clemência do poder público que permite que o dentento possa passar as festividades do Natal fora da prisão, com a condição de ter que voltar para lá.

Apesar de nem imaginar o que é de fato estar em uma prisão de verdade (e nem querer), volto para as minhas metáforas e concluo, já no segundo parágrafo, que também tive meus dias de indulto durante alguns dias de outubro.

Durante tempos me aprisionei a uma sentença bastante dolorosa: a solidão. É claro, que todo mundo que me conhece e lê isto fica imaginando como uma garota legal que nem eu, “tão nova”, pode se sentir solitária. E mesmo que eu tenha muitos ao meu redor (amém), faltava uma parte para ser preenchida. Já faz um tempo que me faltava amar.

Então, por algum motivo, quem sabe bom comportamento, depois de longos 4 anos aprisionada, eu ganhei meu primeiro indulto. Nossa! Como foi bom! A sensação de amar e estar sendo (quem sabe) amada. Livre, estaria eu daquelas noites tristes, de dias sem cor, de não ter com quem compartilhar as alegrias, de não ter de quem sentir saudade, de não ter para quem ligar quando sair do trabalho? Estaria eu liberta?

Acho que a alegria de estar vivendo aqueles momentos novamente me deixaram tão cheia de vivacidade, tão sublime, tão em exctasy que eu fantasiei que, se ao menos, não fosse permanente, duraria mais que uns dias de outubro. Não haviam me dito que era só um indulto, pensei que era liberdade condicional. Acreditei que duraria até meu próximo crime.


E, agora, entrando novamente na minha penitenciária, minhas lágrimas não são apenas pela descoberta de que era só passageiro, tampouco porque o indulto acabou (tá, isso dói um pouco),mas a maior parte das minhas lágrimas é por ter que voltar à prisão.

De volta aos cinemas sozinhas, de volta às noites sem para quem dizer “boa noite”, de volta a ser a única que não tem namorado para contar briguinhas infantis, de volta a ser a única que não está acompanhada na mesa. De volta a ver o sol nascer quadrado.


E por aqui, observando a cela ainda entreaberta, me pergunto se eu devo revoltar-me, organizar esta rebelião e ser transferida para a solitária por tempo indeterminado ou se continuo a ser a detenta de bom comportamento à espera de novos dias de liberdade, à espera de um outro Natal, à espera mesmo de um novo indulto de amor.

"Eu voo pro alto, eu vou em frente. De volta pro presente."


segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Daqui pra frente

Quem me acompanha sabe que eu venho por aqui sempre escrevendo que decidi ser feliz, resolvi anular meu complexo de inferioridade e que semana passada deixei que as lembranças se tornassem, de vez, só lembranças. Todas essas ações refletem a minha atitude decidida de que a minha vida é daqui pra frente.

O passado é algo que se dermos a chance nos acorrenta e nos impede de irmos em frente, mesmo que cronologicamente o tempo siga adiante. É duro errar feio no passado e passar a vida se arrependendo do que fez. O arrependimento, na verdade, é que uma das diversas amarras que não nos deixa viver o presente.

Não concordo com aquelas músicas que dizem "me arrependo só do que não fiz", que bobagem! O arrependimento é fundamental para que se não cometa o mesmo erro no futuro. É uma auto-análise de assumir que se errou. E mais, o arrependimento é fundamental para o perdão.

E, apesar da importância do arrependimento, não dá para passar a vida se arrependendo, amarrado ao erro do passado. O tempo não volta, mesmo que você esteja muito arrependido do que fez.
É preciso se arrepender, aprender e seguir.

E seguindo, talvez tenhamos a chance de nos deparamos com uma situação idêntica a do passado. A terra não é redonda? E para isso vai ter servido o aprendizado que o arrependendimento trouxe.
Porque quando a vida der este 360º, será a hora de fazer a coisa certa.

Apesar de todo este valor que as pessoas dão ao presente e ao futuro, o passado é, sim, muito importante. Ele é um parâmetro de comparação. Ele é o caderninho de anotações que não nos deixa esquecer coisas importantes. Só que a vida é agora. E, portanto, é o agora que pode me fazer feliz.

E para ser feliz, de verdade, como eu me propus, foi necessário puxar toda a extensa corrente que dolorosamente me prendia. Claro, que puxando a corrente o passado veio junto, já que era a ele que eu estava amarrada. Então, ali, cara a cara, olhei dentro dos seus olhos, desatei as correntes, me desprendi e disse: - minha vida é daqui pra frente.

"Quem cuidou de mim foi Deus com o seu amor de Pai. Quem me amparou foi Deus"

"Daqui pra frente, tudo vai ser diferente..."

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

O presente embrulhado

Sabe quando pedimos tanto um presente, tanto, tanto, tanto [ufa!] e enfim o presente chega. E o presente vem naquele embrulho lindo, cheio de laços, vários papeis. Nossa, que pacote lindo! Dá vontade de nem desfazer.

Mas claro que o que o que tem dentro é o que realmente importa e partimos para desembrulhar. E descobrimos que, apesar de querermos muito o conteúdo, desamarrar os laços não é assim tão fácil. Os nós são extremamente apertados. Os papeis não desgrudam uns dos outros. Uma grande dificuldade.

A paciência vai se esgotando, a irritação aumentando. Vamos usando muito mais a força do que a inteligência para abrir o pacote. E desembrulhar o presente se torna um esforço tão grande e tão cansativo que nos faz perguntar se realmente queremos tanto assim o que tá dentro. Se o conteúdo merece todo aquele esforço.

E é realmente assim que chegam as coisas na vida, embrulhadas. Os presentes não chegam de graça. A dificuldade de desembrulhar o pacote é o que nos faz dar o real valor para o conteúdo. E se, por ventura, toda a dificuldade nos faz desistir de abrir o pacote e deixá-lo de lado, significa que não queríamos de verdade.

Nem sempre o que tá dentro do pacote é um presente do jeito que imaginávamos. Pode ser que o embrulho seja mais bonito que o presente ou que o conteúdo não valha o esforço. Pode ser até um presente de grego, mas ainda sim é melhor tentar desamarrar este laço do que só ficar olhando o pacote. Se o que tem dentro é uma surpresa ou uma decepção, só há um jeito de saber: desembrulhando o presente.


segunda-feira, 12 de outubro de 2009

Aquarela de criança

Se tem uma coisa que eu sou e quem me conhece sabe, é bem moleca.
Apesar de trabalhar, de ter responsabilidades de gente grande, gosto de acreditar que nunca esqueci a criança que tem em mim.
Ontem, ao ensinar a tarefinha da minha princesinha irmã mais nova Amanda Isabelle eu senti a saudade enorme de pintar.
Pintar mesmo, com lápis de cor ( como pedia a tarefa dela ).
E o grande resultado desta saudade foi uma reunião na mesa de jantar entre mim, ela, Albertinho ( o irmão mais novo ) e a Carol ( minha prima ).
Uma reunião com lápis de cor, giz de cera, pincel e folhas em branco para simplesmente desenhar e pintar, como um grande jardim de infância.
E quão bem faz ser assim criança... não deixar que o dia-a-dia te tire a pureza,
te tire a ternura. Que o veneno não te corrompa a alma.
Eu sou muito chorona, ainda como uma criança... mas a grande diferença é que elas não guardam mágoas...
Eu ainda pulo, brinco, corro, caio no chão e por mais que muitos por aê nem entendam e possam nomear a minha molecagem de loucura, é apenas criancice.
E olhem bem,
criancice não é infantilidade.
E há de se saber bem a linha ténue deste limite.
Há hora e horas na nossa vida.
Hora de encarar as coisas com os olhares de crianças, mas a razão tem que obedecer a maturidade. Porque a responsabilidade bate a porta, na verdade, às vezes ela não bate não, ela invade. Mas as crianças tem quem se preocupe por elas, os adultos não.
Porém não vale muito a pena deixar que a responsabilidade mande em você, é você que tem que mandar na responsabilidade.
Não vale a pena deixar de brincar com os amigos, de sorrir, de nadar, de pular, de confraternizar com as próprias crianças só porque nós somos gente grande e como gente grande temos que dar exemplo.
Mas ser gente grande não é ser gente chata,
pq o mundo pode até ser sério,
mas nós temos que ser FELIZES!

Que exemplo maior podemos dar se não o de contribuirmos para colorir o mundo com alegria?
Porque para deixar em preto e branco já existem pessoas demais. :T

Consideremos que o mundo é uma grande aquarela e cada um pode escolher a cor que quer ser,
desde as mais vibrantes ás mais fúnebres.
Escolha a sua, com o sentimento de uma criança e a responsabilidade de um adulto.


" Numa folha qualquer Eu desenho um sol amarelo E com cinco ou seis retas É fácil fazer um castelo...
E o futuro é uma astronave que tentamos pilotar...
Não tem tempo, nem piedade ...
Nem tem hora de chegar
Sem pedir licença,muda a nossa vida. E depois convida A rir ou chorar... Numa folha qualquer Eu desenho um sol amarelo, Que descolorirá! "


*texto tirado do fundo do baú mas que vale muito para comemorar o dia das crianças de hoje.

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

Voltaram, mas passaram.

Esta semana foi uma semana cheia de lembranças, lembranças que ainda são muito fortes no presente, mesmo que já estejam comemorando 1 ano de existência. E eu acho que é por isso mesmo que nos últimos meses eu tenho me pegado tão desmotivada da vida, justamente porque ela não está nenhum pouco colorida como exatamente no ano passado. Essas lembranças me balançam...

Sempre disse que o que é meu volta, e que se não voltar é porque nunca me pertenceu. Esta semana eu pude mesmo conferir isto. O destino trouxe de volta, com a exatidão de datas, as lembranças fortes do ano passado. E sinceramente, eu acho que as trouxe só me fazer acordar e perceber que elas realmente passaram. Contraditório o que eu acabei de dizer, voltaram, mas passaram.

Vai ver as coisas precisam mesmo aparecer na nossa frente, de carne e osso, pra vermos que elas podem até ter sido, em outros tempos, boas e maravilhosas, mas o momento delas passou e não dá pra ficar se lamentando porque no presente as coisas não estão tão emocionantes do jeito que eram.

Eu tive a grande sorte das coisas voltarem com o calendário cronometrado. É engraçado, curioso. irônico, eu diria. Quem sabe se elas não estivessem aqui me circundando novamente eu não estivesse "ah meu Deus, ano passado, neste momento, eu estava tão feliz".

É, eu estava mesmo. É fato. Mas não dá pra fazer das lembranças boas um grande fantasma do agora. Foi preciso ver o passado frente a frente pra perceber que ele realmente fez a função dele: passou. Pra perceber que lembranças podem ser sim muito fortes, muito presentes, muito saudosas, mas ainda sim, são, apenas, lembranças...

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

O Professor e o Estatístico

Ela tinha os dois.
O professor ela seduziu. Do estatístico, ela aceitou a sedução.
Sentia-se safada, mas gostava do sabor de se sentir assim.
Para não conflitar, precisou se planejar:
O almoço era do professor. O jantar era do estatístico.
Ela, o prato do dia.
Se viu envolver pela compreensão do professor.
Se viu encantar pela inconstância do estatístico.
Admirou a inteligência de ambos.
Apaixonou-se sem diferenças.
Não conseguiria abdicar de um para estar com o outro.
Queria os dois.
Juntos, foram o triângulo mais equilátero.
Dividiu os beijos mais sinceros, as declarações mais românticas e os orgasmos mais intensos.
Para ela, eles não tinham nome. Eram, simplesmente, "meu amor".
E quanto do seu sentimento ela os dedicou.
Doou-se integral.
Amarrou-se a eles em uma teia de linha fina e cortante.
Um dia a linha quebrou. Feriu-se.
Ainda sangrando, não renunciou um ao outro.
Jogou com as duas peças até o fim do jogo.
O jogo acabou. Perdeu os dois:
o professor e o estatístico.
Perdeu a si mesma.

Ficou sozinha.


Baseado em fatos surreais

terça-feira, 6 de outubro de 2009

Eu decido ser feliz

Ontem, eu tive uma insônia das brabas, fiquei até às 4h da manhã acordada e depois tive que levantar às 7h30 para ir trabalhar. Quer motivo melhor, logo pra mim, para passar o dia mal humorada? Mas minha decisão foi justamente ao contrário. Passei o dia com uma energia contagiante.

Mas isto teve uma boa razão para acontecer. No meio da noite, ali deitada, tentando dormir, eis que algo me desperta e eu me sento na cama e faço uma oração. E que oração cheia de sinceridade esta que eu fiz. Era mesmo abrindo o coração para Deus. Todas as orações deveriam ser sempre assim, porém, infelizmente, alguma delas saem automáticas. Mas a da madrugada foi espontânea, levantei, sentei na cama e orei. Não havia mais ninguém ali, só eu e Deus.

Hoje eu fui para a Novena. Quanto tempo eu não ía, que dívida. Na verdade, quem acompanha meus posts viu que eu estou tomando uma série de decisões importantes e que mudam minha maneira de pensar. Porém, estas decisões estavam muito independentes de Deus. Ops, independente dEle? Eu não sei se meu livre arbítrio chega a tanto. Mas estavam, no mínimo, muito distantes. É, distância, esta é a palavra. Eu estava distante da fé. Talvez por isso que, mesmo tão decidida, eu ainda estivesse me sentindo tão infeliz nestes últimos tempos.

A oração de ontem me acordou pra vida. Acho que mais, me devolveu pra Deus. Hoje, ao ir à novena, senti a saudade que eu estava de ser acolhida pelo Espírito Santo. Eu estava tão focada no meu egocentrismo de vida desmotivada que deixei de perceber Deus em coisas simples, como no vento que mexia meus cabelos na hora do Pai Nosso ou na Lua linda e amarela que estava no céu.

No dia de hoje eu tive diversas desculpas pra ter passado o dia reclamando, como a velha chata que eu estava me tornando, ainda mais que eu nem dormi. Porém, a
alegria sentida vinha de dentro para fora, independia do meu sono tão carnal.

A vida é mesmo feita de decisões. Decidir levantar, ir ao cinema, vestir azul, ficar de bom-humor. Tudo é uma questão de decidir. E a minha decisão é mais complexa do que simplesmente estar bem-humorada. Hoje, ficou bem claro com as minhas orações que EU DECIDO SER FELIZ.

E ser feliz, além de uma decisão, é um exercício. Existirão dias que me farão chorar, dias que me farão estar de mal-humor, dias que eu vou querer explodir. E eu tenho direito de ter todas estas emoções, mesmo sendo feliz.
Deve ser por isso que eu andava tão burocochô ultimamente, porque minhas emoções desmotivantes estavam me devorando.

O meu exercício não é não sentir estas emoções, porque senão eu estaria negando a minha condição de humana. A grande tarefa é não deixar que elas sejam mais duradouras que a minha felicidade, que não é uma emoção, mas um sentimento. Encerrando, eu bato o martelo e decido ser feliz. Acrescento: nenhuma felicidade é 100% completa se não estiver acolhida por Deus.

Amém!




"No controle está o meu Deus. Tudo governa!"

domingo, 4 de outubro de 2009

Virei a cara

Enfim, eu virei a cara. Um a um, eles cruzaram meu caminho este ano na sequência em que o destino os colocou na minha vida, no passado, na sequência em que me magoaram. Meus ex queridos amores, que tanto me fizeram chorar, que tanto me ensinaram quão cruel pode ser um babaca e hoje recebem apenas a minha face virada.

O primeiro buzinou e eu virei a cara. O segundo, virou colega do meu amigo e mesmo que estivesse com ele, eu virei a cara. O terceiro, pior dos piores, mereceu mais que isso, mereceu o especial de fim de ano da Globo, o show da virada. Mas ainda faltava você, o que me ensinou a dor do desprezo, e você entrou pela porta, e eu, acostumada a passar mal quando te via, ufa, passou : virei a cara.

Sentimentozinho doce este do desprezo. Até um pouco venenoso, assumo. Um mal necessário [mais mal do que necessário]. Uma bombada no meu ego, maquiagem pra minha auto-estima, tratamento pro meu complexo de inferioridade.
Tem gente que vira a página, eu prefiro virar a cara.

Pode até parecer maldade, vingança de menina mimada. E pode ser tudo isso também, mas caramba, eles nunca vieram aqui me pedir desculpa pelas coisas que fizeram comigo, por que eu tenho que olhar pra eles com algum tipo de educação? Eu não tenho que desculpar automaticamente só porque parou de doer. Ah, me poupe, mereço, ao menos, dar uma sacudida na minha vaidade. É o mínimo que a presença deles pode me oferecer.

Mas eu ainda quero chegar a uma marca maior.
Eu, espero que daqui alguns anos eu nem precise mesmo lembrar que um dia as coisas doeram. Que eu nem precise sentir vontade de virar a cara, porque gostar de virar a cara é ainda admitir que eu os conheci. Quero chegar ao princípio da invisibilidade. Não os perceber.

Mas saindo da questão superficial do alimento ao ego, virar a cara pra eles significa muito mais. Significa ter superado as marcas que eles fizeram. Não viro a cara pra que eles se doam com o meu desprezo, porque eu não acredito que eu faça toda esta importância na vida deles, eu viro cara porque realmente não sinto vontade nenhuma de direcionar a palavra pra pessoas desta espécie. E
deles, como não tenho amnésira, só fica o exemplo pra não cometer os mesmos erros novamente. Não virei a cara soh pra face bonitinha [nem tanto] deles. É mais, virei a cara pro passado!